sábado, 22 de agosto de 2026

Escrevo

 Escrevo

Tá caindo folhas, escrevo

Escrevo,
não sei se escrevo
poema, poesia, prosa,
sei que escrevo,
como um córrego 
que escorre caminho a fora
em busca do mar.

Fátima Fonseca

Paixão...

 Descabelada
Que doidera é essa?
Ah...apaixonou se

ff


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Haicai

 


Fuça aqui e lá, 
O anel caiu na lama, 
Saiu do focinho. 

Fatima Fonseca


(Nunca jogue pérolas em porcos)

domingo, 9 de agosto de 2026

 


Carta a um desamor


Escrevo a um desamor para dizer-lhe que hoje eu o encontrei em uns rabiscos amarelados. E por que escrevo? Escrevo porque é libertador.

Inesquecível desamor,
Lembro que saí de sua embarcação como entrei. Sozinha.
E que culpa tem você se eu insisti em o querer no meu caminho solitário.
Que culpa tem você se encontrei no seu olhar uma semente de luz que acendeu do meu lado esquerdo um astro ignorado.
Sigo... E, sedenta de luz, sublinhei a palavra lucidez na menina dos olhos.
Por vezes, um piscar e um suspiro.
Febre súbita?
Sempre murmuro comigo:
Não! Não  mais!

FatimaFonseca

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Entardecer

 



Os vaga-lumes 

já não atravessam mais 

o interior do meu breu.

não que eu não permita.

é que não tenho mais fome

de tsunamis.


As ilusões

vestidas de fantasias 

ficaram na esquina.

Talvez por isso 

essa apatia 

essa náusea 

que eu chamo de entardecer.


                  Fátima Fonseca


Foto: _Sônia Antunes Faria_

 “Eu amo tudo o que foi

Tudo o que já não é

A dor que já me não dói

A antiga e errônea fé

O ontem que a dor deixou, 

O que deixou alegria 

Só porque foi, e voou 

E hoje é já outro dia”.


Fernando Pessoa