sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Meu mundo

 Venho de um lugar 

onde há uma gruta 

com seus insondáveis mistérios. 


Nela habitam vários estrangeiros 

que falam as línguas das pedras, 

dos capins, dos ventos e suas sílabas. 


Sou parte dessa gente 

que canta para a chuva chover, 

numa audácia de esperançar. 


Eu sei que o mundo é maior 

que a minha gruta, 

meu chão e suas raízes. 


O universo sou eu; 

escrevo, contudo.

                                  Fátima Fonseca

Meu amor,

Meu amor, 
Se me ama, por favor, não diga 
que me amará por toda a sua vida. 
Não só porque a sua declaração aprisiona 
e não lhe posso prometer o mesmo,
mas também porque eu poderia acreditar na sua promessa e esquecer que você é temporário. 
Vamos viver o amor de cada dia. 
E se um dia for de despedida, será em silêncio, 
como os pés descalços atravessando um poema de 
Florbela Espanca.

Fatima Fonseca

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

 

Ando com vocação para a leveza.
Tenho acumulado silêncios e amenidades.
Às vezes, o vento passa com algumas notas afinadas,
convidando ao desassossego,
mas só quero as horas de um lago com suas águas paradas,
enquanto durar meu querer.

Fatima Fonseca

domingo, 23 de agosto de 2026

Poema

 Era uma vez um poema 

que foi escrito em letras 

cursivas douradas.

Outra vez,

o poema foi escrito e talhado.

Mais uma vez, em vão,

em vão foi lido e rasgado.

Não sei o porquê 

de insistir em um poema 

destinado a morrer assim, 

como esse que fiz para você.

FF

sábado, 22 de agosto de 2026

 

Poema de Ana Martins Marques

Escrevo

 Escrevo

Tá caindo folhas, escrevo

Escrevo,
não sei se escrevo
poema, poesia, prosa,
sei que escrevo,
como um córrego 
que escorre caminho a fora
em busca do mar.

Fátima Fonseca

Paixão...

 Descabelada
Que doidera é essa?
Ah...apaixonou se

ff


quinta-feira, 13 de agosto de 2026