“a vida toda é um aprender a morrer”.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Diamantina
não é fotografia
e nem dói.
É uma ingresia
de saudade
pulsando fina
e, às vezes, rói.
É um garimpo
nestes veios
que carrego
como minas.
Como Minas
me remói!
Um povoado ao luar
é o estado poético
da geometria
ou vã tentativa
de organizar
a poesia?
O sol põe o olho
entre os montes: um vermelho
e belo horizonte.
Meu desejo
agora:
não ter nenhum desejo
ou antes
ter a gula
de um cantar de galo
fora de hora
só pelo gosto
de despertar
neste peito gasto
alguma aurora.
Se eu me chamasse Raimundo
o mundo
seria meu eco?
Céu anil barroco.
Sobre nuvens d'ouro puro
santa de pau oco.
Colcha de telhados
entre montanhas. A vila,
talvez um bordado...
Ângela Leite de Souza
não é fotografia
e nem dói.
É uma ingresia
de saudade
pulsando fina
e, às vezes, rói.
É um garimpo
nestes veios
que carrego
como minas.
Como Minas
me remói!
Um povoado ao luar
é o estado poético
da geometria
ou vã tentativa
de organizar
a poesia?
O sol põe o olho
entre os montes: um vermelho
e belo horizonte.
Meu desejo
agora:
não ter nenhum desejo
ou antes
ter a gula
de um cantar de galo
fora de hora
só pelo gosto
de despertar
neste peito gasto
alguma aurora.
Se eu me chamasse Raimundo
o mundo
seria meu eco?
Céu anil barroco.
Sobre nuvens d'ouro puro
santa de pau oco.
Colcha de telhados
entre montanhas. A vila,
talvez um bordado...
Ângela Leite de Souza
quarta-feira, 15 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Marcas
Cida Garcia
MarcasMas sou ainda desejável
e quem me amar
tem de me amar
com as marcas
cravadas pela vida.
Longe de escondê-las,
vou mostrá-las,
mesmo com recato.
Não são chagas nojentas
nem cascas purulentas
de que se deva fugir.
São galardões
e enfeitam meu corpo,
medalhas de guerra
conquistadas por mérito.
Enfeitam minh'alma
e aclaram o crepúsculo
com tanta força!
Como desprezá-las?
(8/julho/2010)
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Mulher
Cora Coralina
Eu sou aquela mulhera quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota,
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.
Creio na força imanente
que vai gerando a família humana,
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana,
na superação dos erros
e angústias do presente.
Aprendi que mais vale lutar
do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar.
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