Venho de um lugar
onde há uma gruta
com seus insondáveis mistérios.
Nela habitam vários estrangeiros
que falam as línguas das pedras,
dos capins, dos ventos e suas sílabas.
Sou parte dessa gente
que canta para a chuva chover,
numa audácia de esperançar.
Eu sei que o mundo é maior
que a minha gruta,
meu chão e suas raízes.
O universo sou eu;
escrevo, contudo.
Fátima Fonseca
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